sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O gatinho que engoliu uma antena de TV!


Cá está, um gatinho de Sheffield engoliu uma antena de televisão. Felizmente sobreviveu, a cirurgia para remover a antena correu bem! Sortudo!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Happy New Year!


Semáforos na comida




No Reino Unido a guerra contra a obesidade avança muito lentamente, estamos numa sociedade que se recusa a evoluir na área da nutrição e cujo o lema é "cozinhar diariamente é para totós". 

Há duas semanas saiu a notícia que os programas de Jamie Olivier na TV não deviam ser passados durante o dia, à semelhança do que acontece com os programas violentos. Isto porque aparentemente algumas receitas do famoso cozinheiro são demasiado calóricas. Uma violência para os olhos. Porque aprender a cozinhar é mais ou menos a mesma coisa do que aprender a dar porrada. 

A mais recente batalha consiste na rotulagem dos produtos alimentares. O governo quer tentar implementar um sistema fácil de ler para o consumidor que tenha dificuldade em interpretar as letras e os números pequeninos dos rótulos. Falam-se de rotulagens "semáforo", estampadas em frente da embalagem e com um tamanho razoável para que o consumidor fique com uma ideia da quantidade de calorias, sal, açúcar e gordura que tem o produto. O sistema utiliza a gradação de cores dos semáforos, com o vermelho a representar o excesso e o verde a segurança. Os supermercados tentam fugir a isto como o diabo foge da cruz, colocando estas "etiquetas" apenas nos produtos mais saudáveis e que se vendem menos. Os objectivos vão sendo sempre adiados, neste momento quer-se o sistema implementado para o Verão de 2013. A ver vamos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A Raiva



No outro dia li um post noutro blog sobre o vírus da Raiva que me deixou a pensar. Já me tinha esquecido de como a Raiva é uma doença tão terrível! No Reino Unido a vacina não é obrigatória porque o vírus não existe no país. Este ano as regras mudaram outra vez, antes para que um animal entrasse no Reino Unido teria de ter um teste de sangue negativo para anticorpos da raiva, agora basta o animal ter a vacina, que nem é de obrigatoriedade anual como em Portugal. Animais que não obedeçam a estes critérios vão para quarentena (e o dono tem de pagar a comida e o alojamento durante esse tempo). Ainda me lembro quando o Mourinho ficou furioso por ter de colocar o seu Yorkshire Terrier em quarentena por não ter os papéis em dia. Em Portugal as regras são mais apertadas, todos os animais têm de ter a vacina todos os anos e qualquer animal não vacinado que morda uma pessoa tem de ir para quarentena. Muitos caçadores tentam fugir à vacina porque dizem que os animais vacinados perdem as capacidades olfactivas e deixam de servir para caçar. Sinceramente não sei de onde isso vem.

A raiva é um vírus que causa sintomas neurológicos 100% fatais em todos os mamíferos (humanos, cães, gatos, raposas, morcegos, ovelhas, cavalos, vacas, coelhos, etc etc etc). A doença transmite-se pela saliva de um animal raivoso. Quando o animal "possesso" morde a vítima, o vírus infiltra-se nos tecidos e espalha-se pelas células nervosas (ao contrário da maioria dos vírus e bactérias que se espalham no corpo pelo sangue). Isto quer dizer que se a pessoa for mordida no pé o vírus demora muito mais tempo a chegar ao cérebro do que se for mordida no ombro. No ano passado houve uma pessoa nos Estados Unidos que morreu de Raiva porque foi mordida 8 anos antes no Brasil! Durante esses 8 anos o vírus viajou muito devagarinho, com muita calminha, desde o pé até ao cérebro. Uma estratégia inteligente do vírus porque assim o animal ou pessoa tem tempo para viajar  e espalhar a doença noutros locais!

Quando o vírus finalmente chega ao cérebro as coisas começam a correr mal. Não é uma morte simpática. A pessoa fica com períodos alternados de consciência e psicose, paranóia, insónia, dor, febre, convulsões, muita saliva, muitas lágrimas, alucinações e hidrofobia (medo da água). A hidrofobia acontece devido à dificuldade em engolir devido à paralisia da garganta. Ou seja, dá mm bom filme de terror.

A Raiva não é a única doença transmitida por animais que anda por aí, existem outras doenças assustadoras (Ébola, SARS, Gripe, Hantavírus, etc), mas o facto de a Raiva ser transmitida principalmente por cães é um conhecimento mesmo muito antigo. Há 4 milénios atrás já toda a gente sabia que não era lá muito bom ser-se mordido por um cão raivoso. E desde aí que se tenta tudo para a prevenir, mas não é fácil. Hoje me dia, mesmo com a vacina, ainda há 50000 pessoas a morrem anualmente! Antes de existir a vacina queimava-se a zona da dentada para tentar matar o vírus. Os doentes viravam-se para a religião e os padres arranjavam chaves abençoadas pelo Santo Hubert (o santo patrono da caça e dos doentes de Raiva), chaves essas que aquecidas no fogo serviam para cauterizar as feridas. Pensa-se que as lendas dos vampiros e dos lobisomens tenham origem na Raiva. Na mitologia o cão de três cabeças Cerberus (que guardava a entrada do submundo) supostamente espalhava Raiva. Numa fase acreditava-se que os cães tinham raiva devido à frustração sexual e chegaram-se a criar bordéus para os cães para tentar diminuir a doença. E claro que ao longo dos tempos muitas "matanças" de cães decorreram.

Tanto tempo sem tratamento, tantas lendas criadas, a única coisa que se sabia era que  "dentada = más notícias", até que finalmente Louis Pasteur descobriu uma vacina, que hoje em dia é tão rotineiramente utilizada a seguir a dentadas suspeitas. Pasteur era muito corajoso, já que precisou de trabalhar num laboratório cheio de animais infectados (o vírus não cresce numa placa de Petri). Depois de experiências com saliva de cães raivosos sem grande sucesso, lá se viraram para os coelhos e foi aí que conseguiram mais resultados. Começaram a cortar o cérebro de coelhinhos raivosos e implantar essas células no sistema nervoso de outros coelhos. Ao fazendo este passo repetidamente conseguiram criar uma estirpe super-virulenta do vírus, que foi em seguida inactivada por um processo muito complexo: secar a medula espinhal do coelhinho ao ar durante alguns dias. Esse material serviu para criar a vacina, que pode ser utilizada para prevenir ou para tratar a doença. Geralmente os cientistas testam estas coisas em si próprios, mas Pasteur teve a oportunidade de experimentar a nova vacina num rapaz que tinha acabado de ser mordido por um cão, numa experiência um bocado às escondidas que felizmente acabou em sucesso (se bem que muitos dizem que se calhar o rapaz não tinha raiva em primeiro lugar). De qualquer forma a vacina evoluiu até funcionar muito bem. Entre outros feitos, Pasteur descobriu a pasteurização e também começou a pedir aos médicos para lavarem muito bem as mãos antes das cirurgias.

Ainda bem que vivo numa região sem Raiva!

Dogs Trust



A Dogs Trust é a principal associação animal do Reino Unido com 18 centros de recolha espalhados pelo país. Este ano a Dogs Trust albergou 16000 cães. Esta semana a associação revelou os motivos mais bizarros que os donos apresentaram para "largarem" os cães nos centros:

- "O meu cão ladra às borboletas"
- "O cão é demasiado velho, já não me traz alegria"
- "Dói-me as costas quando apanho o cocó do cão"
- "O cão não combina com o sofá"
- "Preciso de um cão mais pequeno"
- "O cão está sempre com gases"
- "O cão não cabe na minha malinha de mão e não quer vestir a roupinha que eu lhe comprei"
- "O cão não gosta de mim" (passado 24h de o ter)
- "O meu cão já não é fofinho"
- "O meu cão não sabe nenhum truque"
- "O cão ressona demasiado"
- "O cão assusta o meu peixinho de aquário"
- "O cão cheira a cão"

domingo, 9 de dezembro de 2012

A Festa de Natal do Trabalho


Ontem foi a festa de Natal aqui da clínica. Já várias pessoas me perguntaram o que é por isso vou deixar aqui o relato. O chefe todos os anos paga um jantar ao pessoal no melhor hotel do sítio. É um costume que todos os locais de trabalho fazem, só para terem uma ideia este jantar está marcado desde Julho! Alguns locais de trabalho fazem outras coisas mais interessantes com passar um fim-de-semana fora, tudo para incentivar o "team-bonding" (estimular o bom ambiente entre as pessoas do local de trabalho). Há empresas que de dedicam à organização destes eventos!

Mas voltando ao jantar de Natal da clínica, vai toda a gente com o seu melhor vestido como se fosse um casamento, este ano o preto e o vermelho estão na moda. Saltos altos é indispensável. É estranho ver as pessoas que trabalham comigo tão bem vestidas, já que no dia-a-dia estamos sempre de uniforme. E claro, não é permitido vestir a mesma coisa que no ano passado. 

A primeira coisa que fazemos quando nos sentamos à mesa é abrir as tradicionais "crackers", ou seja toda a gente acaba com uma coroa de papel na cabeça para contrastar com a roupa de cerimónia. O meu chefe faz ainda uma ou duas patetices como colocar enfeites de Natal nas orelhas e outras coisas do género.

A comida já se sabe que nunca é grande coisa. Temos direito a escolher uma entrada que acabou por ser bolinhas de melão em creme-fraiche servidas num copo de vinho. Para prato principal temos de nos levantar e ir para a fila "de cantina" servir-nos do "carvery", que consiste na comida tradicional inglesa de almoço de domingo; carne assada (com escolha do tipo de carne), yorkshire pudding, batatas assadas e vegetais como cenoura, ervilhas, "parsnip" (um cruzamento de cenoura e nabo), couves de bruxelas e bróculos. Tudo regado com o famoso "gravy", o molho castanho que os ingleses tanto adoram. Para sobremesa tivemos direito a um entediante cheesecake. 

No final do jantar há troca de prendas (prendas no valor de 5 libras e aleatoriamente distribuídas entre todos os presentes). A mim calharam-me umas meias de dormir fofinhas. Este ano estranhamente ninguém recebeu um boneco insuflável ou umas cuecas.

O sítio estava a abarrotar de jantares de natal e até conseguimos avistar o pessoal da concorrência que nos olhava de alto a baixo. No final do jantar toda a gente se dirigiu à pista de dança, novos e velhos, calçados e descalços (não é fácil andar com saltos altos) para fazer a digestão! E claro, toda a gente fica um bocado com os copos!

Para o ano há mais!

Pinky, a gata má



Pinky pertencia a uma cliente aqui da clínica, era uma daquelas gatas com muito mau feitio e que não se deixava tocar (ou corria o risco de ficar sem dedos). Até para a dona ela era assim. No mês passado Pinky adoeceu com insuficiência renal e teve de ser eutanasiada. A dona da Pinky é professora de piano e adora gatos. É uma daquelas senhoras que fica a falar horas e horas sobre a Pinky, a contar todas as peripécias e como toda a gente acha que a Pinky é uma gata horrível apesar de ser a gata preferida de sempre da senhora. Também todos os dias me mostrava os adereços que usava em honra da Pinky, um colar com um gato, um porta-chaves em forma de gato, a carteira em forma de gato, os brincos em forma de gato, e sei lá mais o quê. Quando a Pinky morreu a dona trouxe-nos um poema muito giro, achei piada ao gesto por isso resolvi partilhá-lo aqui:

My tribute to Pinky the cat

You sat on my lap and licked my hand,
You tried to get me to understand,
That yet again, you needed more food,
Whether you´d been bad or good.

You stood in my shoes,
You looked oh so cute,
You looked like a beauty queen,
You were really astute.

You´d sit to hear the piano play,
You seemed to enjoy it,
You didn´t turn away.

Sleeping on my neck,
With your purr on my cheek
There was no cat like you
You were oh! so unique.

Such a crazy,
Different, feisty thing.
There was no one like you
You made my heart sing.

And as you grew weak,
I kissed you goodbye,
And you joined the other creatures,
Up there in the sky.

So, have the life that you deserve,
Up there in pussy heaven,
For there will never be a better cat friend,
Not in seven million and seven.

Good night, God bless Pinky.

My irreplaceable girl, my best friend.
My everything. I loved you so much.
There will never be another Pinky.

Pinky Sept. 1998 - Nov 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Christmas Markets - Os Mercados de Natal


Ehhh! Chegou a altura dos Christmas Markets!! Como é bom passear pelas praças iluminadas cheias de barraquinhas de artesanato! Cheirinho a chocolate quente, (cachorro-quente de salsichas alemãs) e mulled wine (vinho quente temperado com especiarias). Os mercados mais interessantes perto daqui são os de Bath e Caerphilly. Can´t wait!

domingo, 25 de novembro de 2012

Já não tenho sono!! O efeito da lâmpada para a SAD começa-se a notar!


Faz mais ou menos um mês que comecei a usar a lâmpada de prevenção da "Winter Blues" ou "SAD - Seasonal Affective Disorder", aquele problema que acontece sempre às pessoas habituadas ao solinho que se aventuram a viver em países sem luz e que ainda por cima trabalham dentro de edifícios. O efeito da pouca luz solar no nosso cérebro leva a cansaço, depressão, muito sono e ingestão de alimentos calóricos (mais ou menos à semelhança de um urso em hibernação). Comprei a lâmpada acima na Amazon ao mesmo tempo que a Susie, uma colega minha da clínica, que queria andar mais bem disposta. Eu pessoalmente nunca acreditei que ela precisasse da lâmpada visto que como nasceu cá supostamente deveria estar habituada a esta falta de luz crónica. Uma lâmpada das boas é cara (para cima de 100 libras) e como esteticamente não é muito interessante a Susie mudou de ideias e achou que não a iria usar. Telefonou para a Amazon para a devolver. "Bom dia, queria devolver um produto, é a lâmpada blablablá". A resposta foi "infelizmente devido à natureza do produto não aceitamos devoluções, mas iremos dar-lhe o dinheiro de volta se de facto não está satisfeita." Não era que a Susie não estivesse satisfeita, demora algum tempo até haver resultados com a lâmpada, mas ela nem se quis dar ao trabalho, estava simplesmente arrependida da compra impulsiva. "Então está-me a dizer que eu não posso devolver a lâmpada mas que me vai dar o dinheiro de volta? Então o que quer que faça com a lâmpada?" "Exactamente, devolvemos o dinheiro e se puder dar a lâmpada a uma loja da caridade ou então pode oferecer a alguém que precise." "Muito bem, obrigada!" Acabámos por ficar as duas com a lâmpada mas eu fiquei a arder sem as 100 libras enquanto que a Susie ficou com a lâmpada de borla (mais cedo ou mais tarde vai tentar vendê-la no eBay). Que sorte!
Mas continuando a história, comecei a usar a lâmpada no mês passado na mesa da cozinha, ligo-a enquanto tomo o pequeno-almoço. Ou seja estou exposta à luz 5 minutos por dia apesar de nas instruções dizer que menos de trinta minutos não vale a pena. A luz é muito desagradável, é forte e artificial para além de ser barulhenta, por isso não estive para me chatear e achei que 5 minutos seria o suficiente para experimentar. Passado um mês de usar a lâmpada comecei a ver resultados. Só para explicar, eu sou muito dorminhoca, adoro dormir. Deito-me na cama e adormeço em cinco minutos. Se me deitar às 9 da noite adormeço na mesma. De manhã é sempre muito difícil acordar. Durante o dia ando sempre cheia de sono. Ora passado um mês de usar a lâmpada ganhei pelo menos 10 horas por semana de vida activa! Não preciso de tantas horas de sono, deito-me muito mais tarde e acordo muito mais facilmente. Não acho que faça grande diferença no cansaço ou na disposição em geral (provavelmente no meu caso não estão a ser influenciados pela luz) mas que grande diferença no sono! Ganhei horas de vida e agora não preciso de tanta cafeína. Como é possível fazer tanta diferença? Apenas com cinco minutos? Interessante como o nosso cérebro é tão sensível...

Os clientes da clínica


A maneira como se trabalha vai variando. Em certos dias confesso que estou muito focada no trabalho e apenas vejo o animal sem olhar para o dono. Se vir o dono no dia seguinte não o reconheço, por outro lado, se vir o animal passado um ano lembro-me perfeitamente de tudo, porque é que veio à consulta, se tentou morder-me, se o ajudei a ficar melhor ou nem por isso. Mas nem sempre é assim. De vez em quando reparo nos donos e preocupo-me, choro com eles, fico ansiosa se não os vejo durante uns meses. E há semanas assim, em que estes clientes especiais aparecem todos ao mesmo tempo. A semana passada foi uma delas. 

Mrs Williams é uma senhora simpática com uma Jack Russel Terrier muito velhinha chamada Megan. A cadela está a urinar dentro de casa e Mrs Williams está convencida que a Megan tem uma infecção urinária. Até aqui tudo bem, nada de extraordinário. Parece um caso fácil de resolver. No meio da conversa animada, Mrs Williams pergunta-me o que acho dos olhos da cadela. "Ora a cadela está ceguinha, tem cataratas" digo eu muito calmamente. De repente tudo muda. Os olhos da Mrs Williams começam a tremer com lágrimas e eu sei que meti a pata na poça. Olho de soslaio para o computador para a ficha da Megan e confirmo que a cadela tem cataratas há anos. Também reparo que Mrs Williams veio várias vezes com queixas sobre a cadela urinar dentro de casa. Aparentemente foram feitas análises e nunca foi encontrado nada de errado. Começo a confortar a Mrs Williams com as frases simpáticas do costume "ela está sempre na mesma casa por isso não precisa da visão", "a falta de visão é compensada pelo olfacto e pela audição", "ela não precisa de ler o jornal, ver televisão ou conduzir um automóvel, só precisa de festinhas" e por aí adiante continuo com as citações enquanto a outra metade do meu cérebro vai processando a situação. Finalmente faço dois mais dois. O marido de Mrs Williams não veio hoje por isso provavelmente está outra vez internado no hospital deixando Mrs Williams sozinha em casa (a recepcionista perguntou por ele à chegada). Mrs Williams tem demência e esquece-se que a cadela tem cataratas, esquece-se de a levar à rua e é por isso ela urina em casa. Nenhum dos veterinários anteriores que viu a Megan para o mesmo problema foi capaz de escrever isto no computador (se eu soubesse teria mais cuidado), escolhendo antes frases enigmáticas e evitando usar antibióticos (esta coisa à inglesa de se ser politicamente correcto). Com a Mrs Williams a chorar desalmadamente pela cadela e a pedir antibióticos para a infecção acabei por não ser capaz de lhe dizer que não e injectei a cadela com um antibiótico de duração de 24h, pedindo ao mesmo tempo uma amostra de urina (ainda hoje continuo à espera). Mrs Williams começa a acalmar-se e para o final da consulta já está bem disposta e até diz umas frases em polaco depois de eu lhe dizer que sou portuguesa. À saída conversa mais um bocadinho com a recepcionista que já a conhece há muitos anos e que de facto tem vindo a observar a queda das capacidades mentais da senhora. Depois de uma consulta delas sinto-me mesmo mal de ter de cobrar dinheiro, mas infelizmente a clínica não é minha...